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As perspectivas para a Soja em 2022

Preços internacionais elevados e câmbio atrativo favorecem a rentabilidade positiva e o aumento de exportações da oleaginosa em 2022.

A safra de soja de 2021/2022 deverá ter uma produção de 141,26 milhões de toneladas, segundo estimativas divulgadas pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). O volume representa um crescimento de 3,9% em relação à safra anterior, quando foram produzidas 136 milhões de toneladas do grão.

O momento é atípico e tem muitos fatores influenciando nos preços, inclusive a cotação do dólar no Brasil e os preços na Bolsa de Chicago, mas a demanda firme dos chineses pelo grão e os escassos estoques brasileiros trazem um horizonte positivo aos preços. Mesmo com a estiagem, uma quebra de safra não é esperada e menos ainda o recrudescimento da procura pelo grão.

Dessa forma, o Brasil continuará a ocupar o posto de maior produtor e exportador mundial de soja, seguido pelos Estados Unidos e pela Argentina. Os embarques brasileiros respondem por, aproximadamente, metade de todo o comércio global.

Crescem as possibilidades de que o aumento dos custos com fertilizantes reduza a área que será destinada à produção de cereais no próximo ciclo, aponta a TF Consultoria Agroeconômica. De acordo com os analistas de mercado, esse é um fator novo que pode mudar a tendência dos preços da soja para 2022.

“Compradores estão tratando de garantir a sua parte de matéria-prima (que poderá aumentar a demanda e os preços a curto prazo). Já está acontecendo com o milho e as fábricas de etanol nos EUA e poderá acontecer também com a soja na China e no Brasil”, afirmam os especialistas.

Com preços elevados e recordes nas vendas futuras e estoques de passagem próximos de zero, produtores de soja têm boas perspectivas para a comercialização do grão. Cenário promissor que muitos já concretizam fazendo até mesmo a venda da futura safra 21/22, e com contratos vigorosos em termos de cotações.