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O impacto da falta de chuva no setor sucroalcooleiro

O impacto da falta de chuva no setor sucroalcooleiro

Neste ano de 2021, o Brasil enfrenta uma crise hídrica e traz muitas preocupações para os segmentos do agronegócio. Segundo o relatório do Itaú BBA, o país tem chuvas abaixo da média desde fevereiro e alguns estados receberam o aviso de emergência entre junho e setembro (Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Paraná, São Paulo e Goiás).

O setor sucroalcooleiro esperava pela chuva para compensar o atraso da colheita de cana-de-açúcar do ano passado, porém a situação ainda é preocupante. Boa parte da produção no país é exportada e o impacto imediato é a redução no fornecimento do etanol no país. Afinal a cana-de-açúcar é a matéria-prima para o etanol, o açúcar e o álcool anidro.

Além disso, a falta de chuva nas plantações traz como consequência o aumento do preço dos produtos. O aumento da gasolina tem a ver com isso, já que o álcool anidro corresponde a 27,5% da gasolina tipo C, a que é usada nos veículos.

Em abril deste ano, Rogério Bremm, diretor agrícola da BP Bung Bioenergia, demonstrou sua preocupação principalmente com o noroeste paulista e o sul do Triângulo Mineiro, áreas mais afetadas que tiveram chuvas 40% abaixo da média.

O agronegócio representa 26,6% do PIB nacional, porém a cadeia produtiva ainda busca a recuperação das adversidades enfrentadas nos anos anteriores. O setor sucroalcooleiro encerrou a safra 2021/22 em outubro e enfrentou, além da falta de chuva, geadas e queimadas. Segundo a Conab, as usinas do Centro Sul tiveram uma redução na produtividade de 11% comparado à safra do ano passado.

Agora, restam as expectativas para os eventos climáticos do próximo ano e seus impactos no campo. Alguns especialistas acreditam em um bom volume de chuva. É o momento de se planejar para enfrentar os desafios da próxima safra.